Sexta-feira, 16 de Novembro de 2007

Vila do Conde - O Seu Desenvolvimento




Em Vila do Conde não existe, nem nunca existiu, grande variedade (ou quantidade) de execução tecnológica. O que houve limitou-se aos recursos que por cá tínhamos: indústria pecuária, salinas, têxteis e fabrico de objectos cujas matérias-primas sejam a madeira – papel, lápis carpintaria.

Por isso mesmo, por ser tão limitado, não existe também grande informação disponível, e grande parte do que existe é a nível oral.

Durante as últimas semanas falei com várias pessoas, de vivências diferentes, e cada um me dizia algo novo para apresentar em escrito. Cada um tinha uma história para contar, uma lembrança de tempos remotos, do que viram, do que ouviram e do que sentiram. Associando todos os fragmentos resultou um trabalho de pouco alargamento, baseando-se em registos pessoais, e não só em registos municipais.

            Tudo começou no mar e nos seus benefícios. Pescaram, criaram salinas. E ao se aperceberem que essa exploração em massa poderia trazer benefícios, criaram moinhos nos montes, e as plantações começaram a ser mais produtivas.

            Foi apenas no século XVI que estas indústrias se desenvolveram realmente. Numa época dourada em Portugal, onde o Império necessitava das melhores embarcações para partirem à descoberta, Vila do Conde possuía dos melhores estaleiros, acabando por receber centenas de trabalhadores, e ser das cidades mais empregadoras do país. Com o tempo o ferro substituiu a madeira, e Vila do Conde perdeu a sua supremacia sobre o mercado, e acabou por ficar no mesmo pé em que estava antes de tudo começar.

            No século XIX surgiu realmente a primeira indústria vilacondense: uma fábrica de papel, na freguesia de Fornelo. A essa seguiram-se várias, até à actualidade, sendo as principais: a primeira fábrica de lápis em Portugal “Portugália”, que deu lugar à actual Viarco, a Narfil, uma grande fábrica de têxteis, a Prazol, muito importante na moagem e tratamento de sementes e óleos, Maconde, conhecida a nível nacional, Nelo, fabricando barcos de competições fluviais para todo o Mundo e, actualmente a mais importante, Qimonda, principal exportadora da zona.

            Neste momento possuímos um total de 497 fábricas, sendo as principais de Indústria Alimentar, Têxtil e Metalúrgica com 48,9% da população local a trabalhar neste ramo, ou seja, cerca de 18.734 habitantes.

 

 

Ana


publicado por viladocondecriativa às 14:08
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