Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008

Entrevista à Engenheira Mariana Roldão Cruz

Finalmente disponibilizamos a entrevista que fizemos a uma das coordenadoras do CMIA -. Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental - engenheira Mariana Roldão Cruz.

Aqui fica, desde já, o nosso agradecimento por se ter disponibilizado.

P. - Em que consiste, ao certo, o CMIA?

 

A requalificação ambiental de Vila do Conde passou pela intervenção da frente atlântica e margem do rio Ave no âmbito do programa Polis. Integrado nesta área está o Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental – CMIA. Este Centro desenvolve acções de sensibilização ambiental, promove a construção de bases de dados de qualidade ambiental a nível local e gere esta informação de forma a contribuir para a melhoria do ambiente a nível regional.

 

P. - Quais são os principais objectivos e funções do CMIA em Vila do Conde?

O CMIA, procura através de 4 áreas complementares, como a investigação, monitorização, educação ambiental e divulgação de informação, contribuir para uma alteração de comportamentos no que respeita a uma posição estratégica e sustentável ambientalmente frente a uma sociedade actual.

O CMIA promove acções, desenvolve exposições, realiza actividades pedagógicas nas escolas, expõe realidades ameaçadas ambientalmente e procura dar respostas aos problemas ambientais através da dinamização de fóruns de discussão e cursos de formação.

 

P. – Qual a sua função no CMIA?

 

As actividades do CMIA são desenvolvidas por uma equipa coesa, onde reside o rigor científico. A equipa CMIA é composta por três Coordenadores, a Engª Mariana Cruz, Engª Ana Laranja e o Mestre Nuno Ferreiro, por um Coordenador Científico, Professor Doutor Vítor Vasconcelos e pelo Coordenador Administrativo, o Comandante Costa Rei.

A minha função no CMIA é polivalente, na medida em que poderá abranger um conjunto de áreas diferentes, das quais fazem parte a educação ambiental, como um processo construtivo e pedagógico de consciencialização comportamental, contribuindo para um desenvolvimento mais sustentável. Da minha competência faz também parte a área de investigação, na área da ecotoxicologia do rio Ave, correspondente à tese de mestrado e no âmbito do tema Biologia e Gestão da Água pela Faculdade de Ciências do Porto.

P. - Em que consiste o projecto de dinamizar a cidade com uma rede de bicicletas?

O Projecto em causa visa uma nova abordagem de utilização de meios de transporte na cidade de Vila do Conde, em que serão disponibilizadas bicicletas através de uma rede estrategicamente localizada na cidade para utilização de todas as pessoas interessadas na prática de um meio de transporte ambientalmente sustentável.  

 

P. – Quais são as fases/intervenções do projecto na cidade?

 

O projecto encontra-se de momento, numa fase ainda muito prematura de desenvolvimento. Esta primeira fase caracteriza-se pela realização de um inquérito disponibilizado para quem estiver interessado em responder, com o intuito de se averiguar a necessidade de adopção de comportamentos ambientalmente sustentáveis na utilização da bicicleta como meio de transporte em Vila do Conde. Posteriormente, esses inquéritos servirão de “alicerces” para a construção de um projecto/rede de bicicletas a propor à Autarquia de Vila do Conde para futura implementação da rede de bicicletas na cidade, com utilização dos recursos que a mesma oferece.

 

P. – Tem recebido apoios e ajudas necessárias das autarquias e outras associações?

 

Por enquanto o Projecto ainda se encontra numa fase de planificação e estruturação inicial, o que não quer dizer que essa estratégia não seja usada em procedimentos futuros, no momento apenas existe uma autonomia por parte do CMIA de Vila do Conde e de um grupo de jovens da cidade para levar o projecto avante.

 

P. – Qual a sua opinião sobre a recepção dos vilacondenses a este projecto?

Penso que a receptividade ao Projecto terá tudo para ser positiva, na medida em que vai ao encontro de alternativas de transporte mais sustentáveis e indiscutivelmente mais saudáveis, não só em termos psicofisiológicos como monetários. Cada vez mais caminhamos ao encontro de políticas mais verdes, que nos façam atingir um equilíbrio entre a acção humana e o meio ambiente que proporcionamos. Deste modo a nossa contribuição para uma melhoria e protecção ambiental é sem dúvida um marco de civismo, informação e consciencialização para a mudança.

 

 

 

 


publicado por viladocondecriativa às 20:49
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